sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Luc Parade

Se você é um dos que acham que motivos religiosos são um pé no saco, nem siga lendo.

Agora há pouco, no Twitter, fiz uma brincadeira. Desafiei a galerinha que segue meu perfil a adivinhar qual era a seleção musical que eu estava ouvindo neste momento. A título de incentivo, prometi a quem acertasse um boné de corridas, coisa que vivem me pedindo.

Arrisquei uma dica, até. Informei que a música que tocava no laptop a determinada altura é a mesma que interpretei pela primeira vez num programa de televisão, informando ainda - vejam como sou generoso - que isso aconteceu em 1986, na TV Tarobá.

Meu eleitorado, claro, começou a apelar para o repertório sertanejo, dado o estilo que marca o trabalho de Luc & Juli, dupla que formo com minha esposa. Erraram, todos. Primeiro, minha participação no programa de 25 anos atrás, o "Vitrine", da Silvana Veronese, deu-se com uma apresentação em flauta doce, coisa que estudei por quase dois anos quando fedelho antes de me atirar aos rabiscos. Sonhava ser desenhista, já contei isso aqui.

A música em questão, "Um certo galileu", de Padre Zezinho. Não sou religioso fervoroso, bem longe disso, mas queria escutar Padre Zezinho havia um bom tempo, e mês passado tratei de carregar meu novo laptop - o anterior, companheiro de tantas histórias e deslizes, faleceu - com algumas seleções musicais, uma delas a de Padre Zezinho. É som que traz um pouco de paz, coisa de que a gente tem precisado tanto

Para compartilhar com a audiência um pouco dessa paz, fui buscar algo no YouTube. Surpreendi-me com o vídeo que segue, de um show do ano passado na Bahia. Padre Zezinho aparenta não ter envelhecido nada desde que o conheci, 23 anos atrás.


Esse último verso, que fala da ressurreição, foi adaptado anos mais tarde à letra original. Com a marca da genialidade de José Fernandes de Oliveira.

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