sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O novo autódromo de Cascavel

LEIA TAMBÉM:
Cascavel e o GT

Manhãs de setembro


Nossa nova cara

(Vídeos) Uma cidade, uma paixão





Foto aérea do autódromo de Cascavel, que integra uma área de 39,6 alqueires. Metade dessa área, aproximadamente, permanece intacta sob proteção de leis ambientais.








Simulação feita pelos engenheiros da Prefeitura de Cascavel do autódromo depois da reforma pretendida: boxes mudam de lugar e local ganha arquibancadas fixas





No início da semana, o prefeito Edgar Bueno apresentou a um grupo seleto em Cascavel o esboço do que deve vir a ser a completa revitalização do Autódromo Internacional de Cascavel. Isso porque, enfim, o Município pode meter o bedelho na questão do autódromo, graças ao acordo costurado à custa de paciência, planejamento e jogo-de-cintura por Miguel Beux, cujos méritos, incontáveis, vou tentar explicar em outra ocasião.

Fato é que o tal acordo delega o autódromo à alçada do Município, a partir de compromissos que serão oficializados acerca das intenções para o local. Aos acionistas do autódromo ficará como herança a parte frontal da área, dividida em 35 terrenos cuja venda poderá render, segundo estimativas, quase nove milhões de reais. O triplo do que se chegou a cogitar como preço para todo o complexo esportivo, que tinha – ainda tem – 39,6 alqueires.

Os moldes da parceria firmada com a Autódromo de Cascavel Empreendimentos Esportivos S/A, consórcio que une os donos da área, permite ao Município gerir o autódromo sem nenhum ressarcimento. “O Município não irá tirar nenhum recurso do seu caixa”, assegurou Bueno ao BLuc. “Depois da autorização da S/A, hoje assinada em assembleia e registrada em ata, não há nenhuma possibilidade de reversão”, avalizou. Bueno, em 2004, empreendeu uma tentativa de desapropriação do autódromo, que acabou invalidada em disputa judicial liderada, pelo lado dos donos da área, pelo então presidente da S/A, João Destro.

Edgar Bueno pretende envolver Município e Estado numa parceria para viabilizar a reestruturação do local. “Já marquei uma audiência com o governador eleito, Beto Richa, para janeiro, na qual estaremos discutindo a parceria”, antecipou, revelando que ainda não há nenhuma intenção de parceria por parte de qualquer organização. “As possibilidades de parceria estão abertas”, abriu o prefeito, admitindo a hipótese do Município bancar toda a reforma a título de investimento. “Dependendo das necessidades, sim. Mas a prioridade é buscar recursos de parceiros comerciais e governamentais”, ressalvou.

Há uma lista de procedimentos a respeitar na sequência do processo. “O projeto deverá passar antes pelo Legislativo, e depois vamos fazer um planejamento para isso”, explicou Bueno, que admite não haver, ainda, um levantamento de quanto vão custar, ao fim das contas, as reformas e melhorias de que o autódromo precisa para receber os principais eventos do automobilismo brasileiro. O que existe, por enquanto, é um projeto que prevê mudança do local dos boxes – os atuais, paralelos à reta dos boxes, serão destruídos; os novos serão erguidos acompanhando a reta posterior à curva Um, que leva à descida da curva do Bacião.

Quanto aos boxes, inclusive, surge uma leve controvérsia se confrontadas a perspectiva reproduzida aí acima e a planta aí do lado.

A primeira revela a saída dos boxes ainda antes da curva do Bacião; a segunda prevê que a pista de saída de boxes acompanha o Bacião para desembocar no traçado já na terceira reta, que leva ao Mergulho – algo como a saída de boxes aqui de Interlagos, que acompanha a curva do Berger, logo depois do S do Senna.

A segunda opção, tendo-se em vista os praxes voltados à segurança, parece-me mais séria candidata ao aval de quem terá algum pitaco a dar. Foi só um devaneio, voltemos ao tema.

Edgar evita estipular prazos. “Temos pressa. Vai depender do interesse das grandes categorias nacionais para apressar ou não as obras”, limitou-se a dizer, satisfeito com o que considera um ato de respeito de todos os envolvidos ao rico contexto histórico em questão: “Estamos resgatando a história do automobilismo de Cascavel”, disse.

Tomara, prefeito. Ah, claro, e a cidade agradece.

4 comentários:

Cadu disse...

Muito bom termos mais uma opção de pista para o automobilismo nacional. E parece que o prefeito está bastante envolvido com o projeto. Única coisa que estranhei na simulação feita pelos engenheiros foi a arquibancada na parte interna do que você chama de curva do Bacião.
Só nos resta ficar na torcida para que este projeto não acabe na gaveta de alguém como muitos outros.

Mauricio disse...

E para arrancada, não foi comentado nada a respeito de uma pista própria para a modalidade?

Anônimo disse...

Mauricio a pista de concreto que foi feita para arrancada em frente aos boxes não serve?

Anônimo disse...

Estou fazendo um trabalho acadêmico sobre autódromo, e preciso saber quais as medidas minima que um boxe precisa ter. obrigado